
Centrais
cobram votação
da redução da jornada de trabalho
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A
votação da proposta que reduz
a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
de autoria dos ex-deputados e hoje senadores
Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim
(PT-RS), pode acontecer no segundo semestre
deste ano. O anúncio foi feito pelo
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS),
na manhã de quarta-feira (27), em resposta à reivindicação
das centrais sindicais.
Representantes das centrais se reuniram com
o presidente da Câmara, em
café da manhã realizado na residência oficial, para apresentarem
a pauta de reivindicação relativa ao Dia do Trabalhador - 1º de
Maio. Eles querem a votação no Congresso da redução
da jornada de trabalho e ainda do fim do fator previdenciário; da regulamentação
da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional
do Trabalho), que proíbe a demissão imotivada; e do trabalho terceirizado. "Eu
recebi a pauta e vamos dialogar também com o setor empresarial e, quem
sabe, no segundo semestre nós possamos avançar em ações
destinadas a melhorar a qualidade do trabalho no Brasil", disse Maia, após
o encontro. |
Sobre
a votação da redução
da jornada de trabalho, cujo projeto está em
tramitação há 15 anos na Câmara,
ele disse que "não é uma matéria
simples. Isso precisa ser dialogado com o setor empresarial
e é preciso que sejam feitos ajustes. Há um
longo caminho a ser perseguido no sentido de estabelecer
os consensos e acordos necessários para a
votação desta matéria",
disse Maia. "Qualquer um estaria mentindo se
dissesse que é simples colocar em votação
na Câmara um projeto que reduz a jornada de
trabalho", completou.
O deputado Assis
Melo (PCdoB-RS), que também é membro
da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), manifestou esperança de que ainda este
ano seja votada a redução da jornada
de trabalho. E até brincou dizendo que "pode
ser que este ano, que o projeto adquiriu maioridade,
a gente possa votá-lo", em comparação
ao direito dos jovens de votar aos 16 anos.
O presidente da Força Sindical, deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que os trabalhadores
vão intensificar a pressão no Congresso
pela aprovação da redução
da jornada de trabalho. "Sabemos que não é fácil.
Reduzir a jornada de trabalho é uma luta de
classes", disse o deputado e líder sindicalista,
anunciando para o dia 2 de maio uma mobilização
das centrais sindicais em todo o País em defesa
da proposta.
"Nada é fácil no Congresso",
concordou o presidente da CUT, Artur Henrique. "Não
dá para discutir só a pauta do governo
e dos empresários. Esse foi o principal recado
para Marco Maia", afirmou o presidente da CUT
após o encontro.
Marco Maia e os sindicalistas acertaram a criação
de uma comissão especial para discutir os
projetos em tramitação na Câmara
que tratam da regulamentação do trabalho
terceirizado no País.
Maia acenou também com a votação,
em breve, do projeto que prevê igualdade no
trabalho entre mulheres e homens, garantindo as mesmas
oportunidades de acesso e de salário. Esse
projeto já esteve para ser votado em março,
durante a semana de comemoração ao
Dia da Mulher.
Além do deputado Paulo Pereira da Silva,
participaram do encontro os presidentes da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique; da Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio
Neto; e da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
Ricardo Patah; o secretário de Política
Sindical e Relações Institucionais
da CTB, Joílson Antonio Cardoso; entre outros
dirigentes das centrais.
Fonte: http://www.seesp.org.br/site/cotidiano/1476-centrais-cobram-votacao-da-reducao-da-jornada.html
