
Cestas Básicas variam
de -1,79% até 2,79%

Das
17 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza
a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, 12
apresentaram alta de valor em maio, com variações
entre 2,79% e 0,08%. Cinco cidades tiveram queda
em seu preço, oscilando entre -1,79% e -0,22%.
As maiores altas ocorreram em Recife (2,79%), Fortaleza
(2,54%), Rio de Janeiro (1,90%), Vitória
(1,75%), São Paulo (1,66%), Goiânia
(1,34%) e Florianópolis (1,02%), as demais
apresentaram taxas positivas, inferiores a 1%.
Dentre as cestas com deflação chamam
atenção as quedas verificadas em
Natal (-1,79%) e Manaus (-0,96%).
A aquisição do conjunto de itens
básicos em São Paulo custou R$ 272,98,
o maior valor entre as localidades pesquisadas. Em
Porto Alegre, o preço da cesta correspondeu
a R$ 265,70 e, em Vitória, ficou em R$ 260,59.
As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 186,67),
João Pessoa (R$ 200,18) e Salvador (R$ 202,40).
Com base no maior
valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito
constitucional que estabelece que o salário
mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador
e sua família com alimentação,
moradia, saúde, educação, vestuário,
higiene, transporte, lazer e previdência, o
DIEESE estima mensalmente o salário mínimo
necessário.
Em maio, o valor
do mínimo foi calculado
em R$ 2.293,31, o que representa 4,21 vezes o mínimo
em vigor, de R$ 545,00. Em abril, o piso mínimo
era estimado em R$ 2.255,84 (4,14 vezes o menor salário
legal), enquanto em maio do ano passado correspondia
a R$ 2.157,88, ou seja, 4,23 vezes o valor então
vigente (R$ 510,00).
Variações
acumuladas
Nos primeiros cinco
meses deste ano, 16 das 17 localidades pesquisadas
acumulam aumento de preços,
a única com queda de valor foi Manaus (-2,59%).
As maiores variações positivas foram
registradas em Vitória (7,68%), Rio de Janeiro
(7,14%), Florianópolis (7,13%), Brasília
(6,53%), Aracaju (6,13%) e Fortaleza (6,01%).
Nos últimos 12 meses, de jun/10 a mai/11,
Fortaleza (17,38%) apresentou a maior variação
para o conjunto dos produtos, seguida por Goiânia
(13,34%), Rio de Janeiro (8,17%) e Florianópolis
(8,15%). Ao longo deste período, dentre as
quatro cidades com variações negativas,
as com maiores quedas foram Salvador (-6,37%) e Recife
(-4,24%).
Cesta x salário mínimo
Para adquirir a
cesta básica, o trabalhador
que ganha salário mínimo precisou cumprir,
em maio, na média das 17 capitais pesquisadas,
uma jornada de 95 horas e 16 minutos, tempo maior
que o exigido em abril (94 horas e 41 minutos). Em
maio de 2010, a mesma compra comprometia uma jornada
bem maior: 97 horas e 39 minutos.
Quando se considera
o percentual do salário
mínimo líquido gasto com a cesta, após
a dedução da parcela referente à Previdência
Social, também é possível notar
um pequeno aumento, em maio (47,07%) em relação
ao comprometido em abril (46,78%). Em maio de 2010,
o custo da cesta representava 48,24% do mínimo
líquido
Fonte:
www.dieese.org.br
