
Valorização do mínimo é conquista
dos trabalhadores e das trabalhadoras
Reajuste
acima da inflação durante
dez anos é resultado de seguidas marchas e
manifestações
na capital federal
Os
trabalhadores brasileiros iniciaram 2012 com um
novo valor do salário mínimo: R$
622. O reajuste, em relação aos R$
545 fixados em março de 2011, foi de 14,13%,
representando um aumento real de 9,02% no período.
“A valorização do salário
mínimo é uma das principais reivindicações
dos trabalhadores. A partir de sucessivas manifestações
da CUT, das suas entidades e outras centrais sindicais,
conseguimos um acordo firmado com o governo federal
que estabeleceu uma política para melhorar
os ganhos de quem está na base da pirâmide”,
afirma o diretor executivo do Sindicato dos Bancários
de São Paulo e secretário de Imprensa
da CUT-SP, Daniel Reis.
Segundo
o Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por volta
de 45 milhões de pessoas no país, entre
trabalhadores da ativa e aposentados, têm o
rendimento referenciado pelo salário mínimo.
Além disso, R$ 47 bilhões serão
injetados na economia, estimando-se uma arrecadação
tributária sobre o consumo na ordem de R$
22,9 bilhões. “É uma distribuição
de renda que é essencial para o crescimento
econômico”, acrescenta Daniel.
Histórico
A
CUT e outras centrais sindicais lançaram
em 2004 a campanha para valorização
do salário mínimo e atualização
da tabela do imposto de renda. Foram realizadas três
marchas conjuntas em Brasília com essas reivindicações
e, como resultado, em maio de 2005 o salário
mínimo passou de R$ 260 para R$ 300. Em abril
de 2006 foi elevado para R$ 350, e, em abril de 2007,
para R$ 380. Em março de 2008, o valor foi
alterado para R$ 415; em fevereiro de 2009 para R$
465 e para R$ 510 em janeiro de 2010. Nos meses de
janeiro e março de 2011 foi elevado para R$
540 e R$ 545, respectivamente.
Segundo
análise do Dieese o aumento real
acumulado nesse período em relação
ao INPC chega a 65,96%.
Também como resultado dessas negociações
entre as centrais sindicais e o governo, foi acordado,
em 2007, uma política permanente de valorização.
O método foi definido por meio de medida provisória
aprovada pelo Congresso e fixa que o valor será reajustado,
até 2015, com base no Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior
mais a variação do Produto Interno
Bruto (PIB) de dois anos antes.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São
Paulo / Jair Rosa
Fonte da notícia: www.contracs.org.br
