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A nova classificação na OMS entre em vigor em 2022 e torna a Síndrome do Burnout uma doença ocupacional.

A Síndrome de Burnout é causada por exaustão ligada ao trabalho e até pouco tempo não era considerada doença do trabalho, mas isso mudou.


Com a CID 11, a nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) a Síndrome de Burnout se torna uma doença do trabalho, agora as empresas devem ficar atentas a essa mudança.


Acompanhe os próximos tópicos e entenda melhor sobre quais serão as mudanças feitas pela nova classificação da OMS que começou a considerar a Burnout uma doença do trabalho.


O que é a síndrome de Burnout?
A síndrome de Burnout é uma doença onde o funcionário tem sensação de esgotamento, o rendimento do profissional cai e ele acaba se prejudicando na sua vida pessoal e profissional.


A Burnout foi definida pela Organização Mundial da Saúde em 2019 como um “fenômeno ligado ao trabalho”.


A OMS também definiu os sintomas dessa síndrome:
- Sensação de esgotamento;
- Cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho;
- Eficácia profissional reduzida


A tradução de “burnout” do inglês significa esgotamento, também denominada exaustão profissional, esse problema de saúde tem aparecido nas mais diversas profissões.


Agora a Burnout passou a ser considerada uma doença do trabalho a partir do dia 1º de janeiro de 2022, algo que pode preocupar muitas empresas.


O que mudou?
A nova classificação da OMS no caso da Burnout terá impacto nos processos trabalhistas, relacionados ao esgotamento profissional, se algum trabalhador processar a sua empresa por conta dos sintomas que citamos acima, a empresa poderá ser penalizada.


Se um funcionário processar a empresa ela poderá ter que pagar uma indenização, além de receber outras punições.


A justiça utilizará um laudo médico comprovando o Burnout, o histórico do profissional e irá realizar uma avaliação do local de trabalho, além de recolher depoimentos.


O que as empresas devem fazer?
O esgotamento profissional sempre foi uma preocupação para as empresas, a queda de rendimento dos seus funcionários afeta diretamente as organizações, com as mudanças a Burnout poderá afetar as empresas por conta dos processos.


Agora mais do que nunca as empresas devem investir em cuidados para saúde mental dos seus funcionários para evitar o esgotamento dos trabalhadores, afinal, além de perder um funcionário por conta desta doença, a empresa também poderá ser processada.


É dever das empresas se atentarem à saúde mental dos seus colaboradores para evitarem prejuízos para os seus funcionários e para a própria empresa.


Reproduzido de texto publicado no Facebook pelo Jornalista Aldair Lucia Reis.